Bem, todos sabem que estou muito feliz com essa história de ser avó, embora esteja me sentindo uma anciã, pelo menos agora tenho uma justificativa para estar acima do peso: Pô, vou ser avó, já viu avó magrela, não tem graça, vó tem que ter aconchego, blá, blá, blá...
Mas não posso deixar de compartilhar a alegria que estou sentindo de ver como o Luís Guilherme está amadurecendo.
Ele se mudou para Lavras. Está cursando Engenharia de Alimentos, só que na UFLA, a melhor de Minas e a terceira melhor do Brasil(palavras dele).
Ele, que sempre competiu com a irmã, TINHA que passar em duas faculdades federais também, não podia deixar por menos.
Só espero que tenha um fiho na hora certa, como a irmã!
Depois de mais de um mês longe de casa, veio passar o fim de semana e está maduro, seguro, tranquilo.
Chiquinho também está tomando jeito e Kauã é um menino doce, meigo e amoroso.
Feliz, com a vida que tenho, com a família que construímos, seguimos, eu e Chico, rumo ao futuro...
sábado, 10 de setembro de 2011
VOU SER AVÓ!
Queria entender porque está sendo tão difícil para mim compreender que minha "menininha" vai ser mãe. Sim, eu sei, Luísa já tem 27 anos, já está casada há três e queria muito engravidar. Mas ainda a vejo como aquela garotinha engraçada, meio lerdinha, estabanada, quietinha, estudiosa, fui acompanhando seu desenvolvimento, sofrendo quando ela adoecia, aprendendo com ela a ser mãe. Depois sofri quando ela teve que voltar para o Rio de Janeiro, sem mim e aos 17 anos, para continuar seus estudos. Não importa se iria morar com meus pais, que o pai dela iria ajudar, tudo que eu queria era nunca ter que me separar daquela a quem amo com tanta intensidade desde que a senti no meu ventre. Ela foi para o Rio indignada, por ter que conviver com "aquelas patricinhas", afinal ela foi criada aqui, em São Vicente de Minas, com toda simplicidade. Quando ela disse que não sabia se queria a área de Humanas ou Exatas, aconselhei-a a fazer cursinho e escolher seu futuro com calma e achei graça quando ela disse que queria fazer Direito porque queria ajudar a combater as injustiças sociais do nosso país. Senti tanto orgulho naquela hora! Uma sensação de que eu tinha feito um bom trabalho. Luísa foi conhecendo pessoas, fazendo amizades, descobrindo que nem todas as cariocas são "patricinhas", crescendo como ser humano, errando, aprendendo, e aí conheceu o Marcus. Foi muito engraçado quando ela decidiu me contar que estava gostando do "chefe". Ela me chamou para irmos a um pub e me fez trocar de roupa, porque disse que eu estava vestida como uma senhora e não como a amiga que ela queria naquela noite. Então me perguntou: "Mãe, um cara de 28 anos é muito velho?" ao que respondi: "Depende, para mim ou para você?". E então conversamos muito e eu, como sempre, apoiei sua decisão porque sempre soube que ela é sábia e que sabe tomar as decisões certas. Um dia Luísa estava voltando para o Rio e capotou com o carro. Marcus não estava, porque tinham tido uma crise como qualquer casal - que atire a primeira pedra aquele que nunca desejou atirar na cabeça do companheiro. Entrei em pânico! Não consegui me acalmar nem quando a vi, inteira. Quando Marcus chegou senti sua dor e naquele momento, ao ver Luísa e ele abraçados, vi que eram um casal e que passariam a vida juntos. Agora eles serão pais do meu neto, ou se Deus permitir da minha neta! Um dia Luísa disse que estava pensando em engravidar e eu entrei em pânico! Disse a ela que eu já estava preocupada com meu neto que ainda nem havia sido concebido. Mas ele já estava lá. Estamos felizes, essa criança será muito bem vinda, amada, desejada e eu serei a avó mais tola do mundo, uma vez que escrevo com lágrimas nos olhos. É muita emoção para uma pessoa que sempre desejou apenas ser mãe. Tenho tanto a agradecer à Deus! Um dia, quando voltar para casa, poderei levar todas essas emoções que Ele me permitiu.
youtube.com/watch?v=KF48xJpjq6I
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E MÚLTIPLA
De 21 a 28 de agosto se comemora a Semana do título, antes chamada de Semana do Excepcional - título bem menor e mais simbólico.
Não gosto de SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E MÚLTIPLA. Acho o nome grande, ressalta a Deficiência e não a Excepcionalidade.
Trabalhar com pessoas com deficiência parece para a maioria algo triste, melancólico, mas na verdade é uma das melhores escolhas que já fiz em minha vida.
Com "meus meninos" aprendo o significado do verdadeiro amor, da dedicação, da alegria de viver, independente de nossas limitações.
São verdadeiramente EXCEPCIONAIS!!!ESPECIAIS!!! E nós é que somos deficientes nas emoções, nos sentimentos.
Hoje Selma e Natan decidiram que irão iniciar a vida sexual. Ele terá que aprender a colocar camisinha e ela ainda não sabe tomar pílula, mas após alguns meses de namoro, decidiram que querem experimentar. procuraram a psicóloga para conversar, ela marcou com a enfermeira para orientá-los. Alguns poderão pensar que isto é loucura, que não devemos permitir. E eu pergunto: por que não? Eles estão sendo muito mais responsáveis que a maioria dos adolescentes. E sexo é vida, desejo de estar vivo!
Hoje também começou na escola um aluno "novo" - Devanir, 26 anos. Chegou sorridente, cumprimentando todo mundo, na maior educação.
Como seria bom um mundo em que as pessoas fossem tão especiais!
Não gosto de SEMANA NACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E MÚLTIPLA. Acho o nome grande, ressalta a Deficiência e não a Excepcionalidade.
Trabalhar com pessoas com deficiência parece para a maioria algo triste, melancólico, mas na verdade é uma das melhores escolhas que já fiz em minha vida.
Com "meus meninos" aprendo o significado do verdadeiro amor, da dedicação, da alegria de viver, independente de nossas limitações.
São verdadeiramente EXCEPCIONAIS!!!ESPECIAIS!!! E nós é que somos deficientes nas emoções, nos sentimentos.
Hoje Selma e Natan decidiram que irão iniciar a vida sexual. Ele terá que aprender a colocar camisinha e ela ainda não sabe tomar pílula, mas após alguns meses de namoro, decidiram que querem experimentar. procuraram a psicóloga para conversar, ela marcou com a enfermeira para orientá-los. Alguns poderão pensar que isto é loucura, que não devemos permitir. E eu pergunto: por que não? Eles estão sendo muito mais responsáveis que a maioria dos adolescentes. E sexo é vida, desejo de estar vivo!
Hoje também começou na escola um aluno "novo" - Devanir, 26 anos. Chegou sorridente, cumprimentando todo mundo, na maior educação.
Como seria bom um mundo em que as pessoas fossem tão especiais!
sábado, 9 de julho de 2011
FILHOS....
Há 19 anos dava a luz ao meu segundo filho, Luís Guilherme. É incrível a emoção que sentimos. Gerar uma vida, colocá-la no mundo de depois entregá-la para este mundo. Durante anos preparei festas, comemoramos juntos, a família unida. Hoje meu filho já não liga mais para isso. Comemoração legal é beber com os amigos, afinal, ele está comemorando dezenove anos.
A mãe fica com aquela sensação de vazio, de menos valia, mas compreendendo que faz parte...
Luísa veio ao mundo oito anos antes e me lembro da sensação de propriedade que senti sobre ela. Vontade de protegê-la de tudo e de todos, até do próprio pai, como se ela fosse só e exclusivamente minha. Ilusão. Os filhos não nos pertencem.
Luís Guilherme foi o recém nascido mais bonito que já vi, com seus cabelos loiros e bochechas rosadas, mas quase me levou à loucura quando não dormia e mamava exaustivamente. Nasceu com mais de quatro quilos e em três meses dobrou de peso.
Três anos depois chegou o Chiquinho, um menino bochechudo e de cabelos negros como o pai. Queria muito que viesse viver conosco, mas isso só aconteceu cinco anos depois quando na adolescência sua mãe biológica não aguentou mais o peso de ser mãe e o entregou ao pai (TOMA QUE O FILHO É SEU). Eu não pude recusar.
Cinco anos mais tarde, depois de um feriado, Chico me diz: "vamos ter um filho" e eu respondo: "você está louco, estou na idade de ser avó". Novamente não consigo recusar e sou mãe novamente.
Luísa sempre foi uma filha perfeita: inteligente, tranquila, companheira, nunca me deu trabalho. Luís e Chiquinho em compensação...
Hoje, depois de tantos problemas que nossos adolescentes nos trazem fico apenas esperando o tempo passar e que um dia eles pensem em tudo que fizemos por eles e não nos abandonem num asilo qualquer.
Mas se isso acontecer, não irei me surpreender, afinal eles não são meus, são do mundo.
Dramática?
Sim, estou sendo, afinal são bons meninos, embora Luís apronte sempre e Chiquinho, bem, melhor deixar pra lá...
Ainda aguardo a adolescência do Kauã, que chegará quando estivermos com menos gás.
Quem sabe o mundo esteja melhor.
A mãe fica com aquela sensação de vazio, de menos valia, mas compreendendo que faz parte...
Luísa veio ao mundo oito anos antes e me lembro da sensação de propriedade que senti sobre ela. Vontade de protegê-la de tudo e de todos, até do próprio pai, como se ela fosse só e exclusivamente minha. Ilusão. Os filhos não nos pertencem.
Luís Guilherme foi o recém nascido mais bonito que já vi, com seus cabelos loiros e bochechas rosadas, mas quase me levou à loucura quando não dormia e mamava exaustivamente. Nasceu com mais de quatro quilos e em três meses dobrou de peso.
Três anos depois chegou o Chiquinho, um menino bochechudo e de cabelos negros como o pai. Queria muito que viesse viver conosco, mas isso só aconteceu cinco anos depois quando na adolescência sua mãe biológica não aguentou mais o peso de ser mãe e o entregou ao pai (TOMA QUE O FILHO É SEU). Eu não pude recusar.
Cinco anos mais tarde, depois de um feriado, Chico me diz: "vamos ter um filho" e eu respondo: "você está louco, estou na idade de ser avó". Novamente não consigo recusar e sou mãe novamente.
Luísa sempre foi uma filha perfeita: inteligente, tranquila, companheira, nunca me deu trabalho. Luís e Chiquinho em compensação...
Hoje, depois de tantos problemas que nossos adolescentes nos trazem fico apenas esperando o tempo passar e que um dia eles pensem em tudo que fizemos por eles e não nos abandonem num asilo qualquer.
Mas se isso acontecer, não irei me surpreender, afinal eles não são meus, são do mundo.
Dramática?
Sim, estou sendo, afinal são bons meninos, embora Luís apronte sempre e Chiquinho, bem, melhor deixar pra lá...
Ainda aguardo a adolescência do Kauã, que chegará quando estivermos com menos gás.
Quem sabe o mundo esteja melhor.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Sobre tubarões e lambaris
Outro dia uma amiga ouviu a seguinte frase: "PEGARAM OS LAMBARIS, QUERO VER PEGAR OS TUBARÕES". A pessoa se referia aos culpados como "lambaris" e acusava inocentes de "tubarões".
Na verdade eu e mais algumas pessoas, estávamos sendo chamados de "tubarão".
Confesso que, como minha amiga, também fiquei indignada e, por dias, sofri com mais esta injustiça até perceber que é assim que nós brasileiros pensamos diante de tanta impunidade. Afinal a corrupção começa por aqueles que deveriam servir de exemplo: nossos governantes.
Minha irmã recebeu uma baita multa porque anos atrás, para não fechar sua loja e se tornar mais uma empreendedora falida, andou sonegando impostos. Gostaria que o governo nos mostrasse como uma empresa, um comércio, pode sobreviver sem sonegar impostos em nosso Brasil, onde a carga tributária é uma das maiores do mundo? Em contrapartida o que recebemos? Educação e saúde que justifiquem?
Ainda estou assustada com a traição sofrida. Pensar que pessoas que eu amava como se fossem irmãs, ou filha, tiveram a coragem não apenas de me trair, trair a confiança de tantos, mas também de me atacar com acusações infundadas apenas para se defender, me parece cruel, perverso, mas acho que ainda poderei superar mais essa história.
Existem pessoas que quando mordem a língua correm o risco de morrer envenenada, a tal fulana que julga LAMBARI – um pequeno peixe de água doce – pessoas que traem, se apropriam indevidamente de recursos destinados à uma entidade que luta com dificuldades e TUBARÃO – o grande vilão dos mares – pessoas tolas, inocentes que confiaram excessivamente, deveria procurar a verdade e tentar ajudar o próximo, assim, quem sabe, sua vida fosse mais produtiva.
Na verdade eu e mais algumas pessoas, estávamos sendo chamados de "tubarão".
Confesso que, como minha amiga, também fiquei indignada e, por dias, sofri com mais esta injustiça até perceber que é assim que nós brasileiros pensamos diante de tanta impunidade. Afinal a corrupção começa por aqueles que deveriam servir de exemplo: nossos governantes.
Minha irmã recebeu uma baita multa porque anos atrás, para não fechar sua loja e se tornar mais uma empreendedora falida, andou sonegando impostos. Gostaria que o governo nos mostrasse como uma empresa, um comércio, pode sobreviver sem sonegar impostos em nosso Brasil, onde a carga tributária é uma das maiores do mundo? Em contrapartida o que recebemos? Educação e saúde que justifiquem?
Ainda estou assustada com a traição sofrida. Pensar que pessoas que eu amava como se fossem irmãs, ou filha, tiveram a coragem não apenas de me trair, trair a confiança de tantos, mas também de me atacar com acusações infundadas apenas para se defender, me parece cruel, perverso, mas acho que ainda poderei superar mais essa história.
Existem pessoas que quando mordem a língua correm o risco de morrer envenenada, a tal fulana que julga LAMBARI – um pequeno peixe de água doce – pessoas que traem, se apropriam indevidamente de recursos destinados à uma entidade que luta com dificuldades e TUBARÃO – o grande vilão dos mares – pessoas tolas, inocentes que confiaram excessivamente, deveria procurar a verdade e tentar ajudar o próximo, assim, quem sabe, sua vida fosse mais produtiva.
domingo, 15 de maio de 2011
ENVELHECER
"Olho o tempo, chove...meus gibis já são antigos, na rua não posso sair, durmo enquanto...chove!"
Assim comecei o meu primeiro poema, devia ter uns onze anos. O caderno de poesias se perdeu nas mudanças que fizemos, mas as palavras permanecem na minha cabeça. Depois desta foram outras, inúmeras, coisas de adolescentes. Com o tempo, e as responsabilidades, fui deixando de lado a escrita, voltando apenas no ano passado, neste blog.
No grande intervalo muitas palavras dançavam em minha cabeça, escrevia horrores enquanto dormia deixando pra lá ao acordar. Estava cochilando a pouco e acordei com vontade de escrever sobre envelhecer. Tive um sonho em que me via terrivelmente só na velhice. E pensei em minha mãe. Será que ela gosta mesmo de ficar sozinha no casarão de mais de 200 anos? Hoje passei o dia no casarão, sozinha, e foi bom, um intervalo, mas e para ela, como é? Hoje ela está pescando no rio São Francisco com 5 dos 15 netos, deve estar sendo divertido. Quando ela voltar irei perguntar como se sente. Nos esquecemos de perguntar aos que amamos como se sentem. Cobramos demais, exigimos demais e nos doamos de menos.
Costumo dizer que envelhecer é fácil, difícil é pintar os cabelos.
Gostaria de ter a coragem de assumir meus cabelos brancos, mas não dá. Meu cabelo ainda não é todo branquinho, é apenas um pouco e ,terrivelmente, grisalho.
Gosto do processo de envelhecimento. Sentir que hoje sou muito mais forte para enfrentar os acontecimentos da vida, mesmo os mais difíceis, como o que estou vivendo atualmente. Tiro de letra, como dizia meu pai. Não vou dizer que deixo de sofrer, porque aí seria demais, apenas sofro de menos, porque hoje sei que tudo passa.
Revivo minhas histórias, meus amores, amizades perdidas no tempo e percebo que, apesar dos anos e dos quilos a mais, me amo mais hoje, me sinto mais feliz. Esquisito...
Quando jovem me achava feia, enquanto os outros me achavam bonita, hoje me acho bonita, enquanto os outros me acham...bonita? Desculpem, mas não me importa! Me importa o que eu acho, o que eu penso, o que eu sinto sobre mim. Quando jovens nos preocupamos muito com a opinião dos outros. Outra coisa boa de envelhecer é não ter medo de "pagar mico".
Há algum tempo escrevi sobre o envelhecimento e terminava dizendo que esperava um dia tomar cerveja em plena quarta-feira, na beira da piscina, flertando sem culpas. Mudei de idéia, mudarei muito até lá, quero meu marido ao meu lado, na velhice, e não será legal flertar na sua frente.
As palavras de Juca Chaves, na música que meu pai cantava, irão terminar mais essa história:
"Sentir-se jovem é sentir o gosto
De envelhecer ao lado da mulher
Curtir ruga por ruga de seu rosto
Que a idade sem vaidade lhe trouxer
O corpo transformar-se em escultura
O Tempo apaixonado é um escultor
E a fêmea oculta na mulher madura
Explode em sensuais formas de amor
E a fêmea, esta escultura,
Já mulher madura
Explode em sensuais formas de amor
Ser jovem cinqüentão não é preciso
Provar que emagrecer rejuvenesce
Pois a melhor ginástica é o sorriso
E quem sorri de amor nunca envelhece
Amar ou desamar sem sentir culpa
Desafiando as leis do coração
Não faça da velhice uma desculpa
E nem da juventude profissão
Idade não é culpa
Velhice não é desculpa
Nem mesmo a juventude é profissão
Fica mais velho quem tem medo de ser velho
Roubando sonhos de alguma adolescente
Dizer que ele "dá duas", que é potente
Mentir para si próprio e para o espelho
A idade é uma verdade, não ilude
Quem dividiu a vida com prazer
Velho é se drogar de juventude
Ser jovem é saber envelhecer
Velho é quem se ilude
Que a idade é juventude
Ser jovem é saber envelhecer"
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Guerreiras
Minha irmã mais nova, fez 45 anos ontem. Nem eu, nem ela aparentamos ter a idade que temos. Talvez porque sejamos filhas da mesma mãe, que está chegando aos 70 inteiraça!
Fernanda é uma guerreira, com quem tenho o privilégio de conviver por todos estes anos. Sempre fomos mais que irmãs, sempre fomos amigas e unidas.Fernanda é dessas mulheres que encara a vida de frente, atravessando todos os problemas que lhe aparecem como um tsunami e teimosa como boa ariana.
Ontem passei por duas emoções distintas: a perda precoce da amiga e a alegria de comemorar mais um ano de vida de minha irmã. Fernanda me deu a graça de ser madrinha do Vinicius, tia da Isabela e de estar ao seu lado no momento mais difícil de nossas vidas, quando Carolina foi encontrar com a Dita. Lembro que um ano antes, quando a Dita, irmã adotiva de minha mãe, estava "partindo", ela olhava para o nada e dizia: a menininha...Pouco mais de um ano depois a caçulinha da Fê estava indo ao seu encontro. Um dia após a partida da Carol, sonhei com as duas sorrindo para mim e acordei procurando minha mãe para lembrá-la das palavras da Dita. Por mais difícil que tenha sido o momento, a fé de que estava juntas se cuidando e olhando por nós, me tranquilizou. Fernanda enfrentou a perda da filha com a dignidade que existem em poucas mulheres! É excelente mãe, esposa, irmã, tia, madrinha, amiga, enfim, quase perfeita...
Minha mãe também é guerreira, sempre disposta a defender suas crias. Por nós briga como uma "galinha de pinto". Quando soube que meu pai teria que fazer um transplante de rim, foi a primeira a se oferecer. Graças a ela, ele sobreviveu por mais de sete anos sem hemodiálise. Quando ele teve o AVC que o levou para o Plano Espiritual, ela ficou do seu lado, mais do que o possível. Foi filha, esposa, mãe e avó dedicada e apaixonada, apesar de estar ficando parecida com a Dona Encrenca - sua mãe (ela vai ficar uma fera quando ler isso :)
Fabiana é a caçulinha, tem menos de trinta, quatro filhos, vive na fazenda e é casada com um mineirim ciumento que só. Imagine ser mãe de gêmeos prematuros aos 18 e três meses depois descobrir que está grávida de ... gêmeos. Amadureceu na marra, embora às vezes tenha ainda um comportamento infantil, coisa de menina mimada. Hoje, como empresária bem sucedida do ramo de turismo (aproveito para fazer propaganda www.hotelfazendamarinho.com.br), sabe administrar seus recursos financeiros como ninguém.
Minhas cunhadas também são poderosas! Cris consegue administrar um marido como o Rogerio e seus três filhos educadíssimos, como só ela. Rena, gaúcha das bravas, traz o Fabio num cortado e é mãe das garotinhas delícias.
Minha filha, Luísa, herdou da mãe a coragem de correr atrás dos seus ideais e é uma vencedora de primeira grandeza. Não vou ficar falando dela para não despertar o ciúme dos outros filhos, todos machos!
Nessa família de guerreiras, temos também a Martha, minha prima que amanhã fica um ano mais velha que eu (ahahaha), foi criada no meio de um bando de homens e venceu! A Rosa, agregada, tanto fez que casou com meu primo só pra entrar na família. E a Silvinha? Caraca! Sem palavras...Bem, essas são as mulheres com quem convivo desde sempre e que me dão forças para aprender a me cercar de uma mulherada competente, para que o belo trabalho que a Flor Amarela desenvolva (sem falsa modéstia).
Fernanda é uma guerreira, com quem tenho o privilégio de conviver por todos estes anos. Sempre fomos mais que irmãs, sempre fomos amigas e unidas.Fernanda é dessas mulheres que encara a vida de frente, atravessando todos os problemas que lhe aparecem como um tsunami e teimosa como boa ariana.
Ontem passei por duas emoções distintas: a perda precoce da amiga e a alegria de comemorar mais um ano de vida de minha irmã. Fernanda me deu a graça de ser madrinha do Vinicius, tia da Isabela e de estar ao seu lado no momento mais difícil de nossas vidas, quando Carolina foi encontrar com a Dita. Lembro que um ano antes, quando a Dita, irmã adotiva de minha mãe, estava "partindo", ela olhava para o nada e dizia: a menininha...Pouco mais de um ano depois a caçulinha da Fê estava indo ao seu encontro. Um dia após a partida da Carol, sonhei com as duas sorrindo para mim e acordei procurando minha mãe para lembrá-la das palavras da Dita. Por mais difícil que tenha sido o momento, a fé de que estava juntas se cuidando e olhando por nós, me tranquilizou. Fernanda enfrentou a perda da filha com a dignidade que existem em poucas mulheres! É excelente mãe, esposa, irmã, tia, madrinha, amiga, enfim, quase perfeita...
Minha mãe também é guerreira, sempre disposta a defender suas crias. Por nós briga como uma "galinha de pinto". Quando soube que meu pai teria que fazer um transplante de rim, foi a primeira a se oferecer. Graças a ela, ele sobreviveu por mais de sete anos sem hemodiálise. Quando ele teve o AVC que o levou para o Plano Espiritual, ela ficou do seu lado, mais do que o possível. Foi filha, esposa, mãe e avó dedicada e apaixonada, apesar de estar ficando parecida com a Dona Encrenca - sua mãe (ela vai ficar uma fera quando ler isso :)
Fabiana é a caçulinha, tem menos de trinta, quatro filhos, vive na fazenda e é casada com um mineirim ciumento que só. Imagine ser mãe de gêmeos prematuros aos 18 e três meses depois descobrir que está grávida de ... gêmeos. Amadureceu na marra, embora às vezes tenha ainda um comportamento infantil, coisa de menina mimada. Hoje, como empresária bem sucedida do ramo de turismo (aproveito para fazer propaganda www.hotelfazendamarinho.com.br), sabe administrar seus recursos financeiros como ninguém.
Minhas cunhadas também são poderosas! Cris consegue administrar um marido como o Rogerio e seus três filhos educadíssimos, como só ela. Rena, gaúcha das bravas, traz o Fabio num cortado e é mãe das garotinhas delícias.
Minha filha, Luísa, herdou da mãe a coragem de correr atrás dos seus ideais e é uma vencedora de primeira grandeza. Não vou ficar falando dela para não despertar o ciúme dos outros filhos, todos machos!
Nessa família de guerreiras, temos também a Martha, minha prima que amanhã fica um ano mais velha que eu (ahahaha), foi criada no meio de um bando de homens e venceu! A Rosa, agregada, tanto fez que casou com meu primo só pra entrar na família. E a Silvinha? Caraca! Sem palavras...Bem, essas são as mulheres com quem convivo desde sempre e que me dão forças para aprender a me cercar de uma mulherada competente, para que o belo trabalho que a Flor Amarela desenvolva (sem falsa modéstia).
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